Starship: após falha, lançamento de megafoguete é novamente adiado

Adiou de novo!

A SpaceX passou para quinta-feira (23) o lançamento do megafoguete Starship. Inicialmente, o voo estava previsto para a quinta-feira da semana passada (16) e, depois de uma falha na decolagem, foi remarcado para esta segunda (20).

Décimo terceiro voo da Starship

  • Data: quinta-feira, 23
  • Horário: 19h45 (horário de Brasília), com uma janela de 90 minutos – o mesmo horário dos agendamentos anteriores.
  • Onde assistir: o Olhar Digital transmite tudo ao vivo em nossas redes sociais dentro do programa Olhar Digital News, que começa às 19h30.

O que aconteceu na última tentativa

Na semana passada, a SpaceX falhou ao tentar enviar o foguete Starship ao espaço pela 13ª vez. Tudo parecia certo para o lançamento. Quando o cronômetro zerou… nada aconteceu!

Minutos após o problema, Elon Musk, dono da SpaceX, escreveu, no X, que “alguns dos motores não ligaram, provocando uma interrupção automática do lançamento”. Ele afirmou, ainda, que dois motores seriam substituídos.

O que esperar do lançamento

O novo voo de teste do Starship tem objetivos semelhantes aos da missão anterior, que marcou a estreia dos veículos Starship e Super Heavy na versão V3. Desta vez, porém, a missão também terá como novidade o transporte, pela primeira vez, de satélites Starlink V3 de nova geração.

O principal objetivo do propulsor Super Heavy será completar com sucesso todas as etapas iniciais do voo, incluindo o lançamento, a subida, a separação entre os estágios, a queima de retorno (boostback burn) e a queima de pouso em um ponto de aterrissagem offshore localizado no Golfo do México.

Para isso, a empresa afirma ter implementado diversas modificações de hardware e software para corrigir problemas identificados durante o teste anterior.

SpaceX corrige problemas registrados na separação dos estágios

Segundo a empresa, durante a separação dos estágios no voo 12, pequenas diferenças no acionamento dos motores da Starship fizeram com que a manobra de giro do Super Heavy ficasse desalinhada em cerca de 90 graus.

Para evitar que isso volte a ocorrer, a sequência de partida dos motores foi alterada para ser mais resistente a variações de tempo e executar a rotação na direção desejada com maior confiabilidade. A mudança também busca melhorar o desempenho geral do sistema.

Também no 12º voo, após a separação dos estágios e a manobra de giro, o Super Heavy iniciou a queima de retorno, mas cinco dos seus 33 motores apresentaram problemas durante a tentativa de reacendimento, fazendo com que a manobra fosse encerrada antes do previsto.

Para o novo voo, o propulsor recebeu modificações de hardware destinadas a aumentar a confiabilidade do reacendimento dos motores, além de atualizações nos sistemas de alarmes e abortos para refletir melhor as condições encontradas em um ambiente de voo com múltiplos motores operando simultaneamente.

Já o estágio superior do Starship terá três objetivos principais: colocar em órbita suborbital 20 satélites Starlink V3, realizar o reacendimento de um único motor Raptor no espaço e executar novamente uma entrada controlada na atmosfera, seguida de descida e amerissagem no Oceano Índico.

A SpaceX também promoveu diversas alterações no sistema de propulsão da Starship para solucionar a falha de motor registrada durante o voo anterior.

Cerca de 40 segundos após a separação dos estágios na missão passada, a nave perdeu um dos seus três motores Raptor otimizados para operação no vácuo. Apesar da falha, o veículo conseguiu demonstrar sua capacidade de continuar a missão mesmo com um motor inoperante e atingiu a trajetória suborbital planejada.

A empresa informa que foram realizadas diversas modificações de hardware e operacionais para solucionar as causas interligadas do problema. Melhorias adicionais na confiabilidade também estão previstas para as próximas versões do motor Raptor.

Pela primeira vez, a Starship levará ao espaço satélites Starlink V3, desenvolvidos para ampliar significativamente a capacidade da rede e aumentar a velocidade oferecida aos usuários.

Neste teste inicial, a nave deverá liberar 20 satélites. Após a separação, eles irão abrir seus painéis solares e antenas e tentar estabelecer conexão com a constelação Starlink por meio de lasers de alta capacidade.

Os satélites permanecerão na mesma trajetória suborbital da Starship e deverão ser destruídos durante a reentrada atmosférica aproximadamente 20 minutos após serem liberados.

Satélites vão inspecionar escudo térmico da Starship

Seis dos satélites receberam um conjunto de câmeras capaz de inspecionar o escudo térmico da Starship durante o voo e transmitir as imagens para as equipes em solo.

O objetivo é continuar testando métodos de análise das condições do escudo térmico para futuras missões em que a Starship deverá retornar ao local de lançamento.

Como parte desse experimento, diversas placas do revestimento térmico da nave foram pintadas de branco para simular peças ausentes e servir como alvos para as câmeras.

Escudo térmico também receberá novos experimentos

Além das inspeções feitas pelos satélites, a missão testará uma série de melhorias e experimentos relacionados ao escudo térmico da Starship, dando continuidade ao desenvolvimento de um veículo totalmente reutilizável e com rápida preparação para novos voos.

Entre os testes previstos está a instalação de múltiplas placas térmicas na parte metálica dos flaps traseiros da nave, além do uso de placas modificadas e novos mecanismos de fixação na região do escudo térmico que cobre a saia traseira. O objetivo é coletar dados em voo sobre diferentes métodos de fixação.

A Starship também utilizará placas equipadas com sensores de carga para medir os esforços sofridos pelo escudo térmico durante a subida. Nesta missão, a nave enfrentará uma pressão dinâmica maior do que em voos anteriores, o que aumentará o estresse sobre as fixações das placas em troca de uma capacidade superior de transportar carga para a órbita.

Histórico dos voos do Starship

Voo 1 – Abril de 2023
A Starship explodiu ainda acoplada ao Super Heavy. Falhas nos motores levaram à ativação do sistema de destruição do veículo.

Voo 2 – Novembro de 2023
A nave conseguiu se separar do Super Heavy pela primeira vez, mas o propulsor explodiu depois, e a Starship foi perdida antes de completar o voo.

Voo 3 – Março de 2024
O teste durou cerca de 50 minutos e representou um avanço importante, apesar da perda da nave antes do pouso planejado.

Voo 4 – Junho de 2024
A Starship realizou um pouso controlado no Oceano Índico, enquanto o Super Heavy pousou no Golfo do México.

Voo 5 – Outubro de 2024
A SpaceX conseguiu capturar o Super Heavy na torre de lançamento pela primeira vez. A Starship também realizou uma reentrada controlada.

Voo 6 – Novembro de 2024
O propulsor realizou um pouso controlado, e a nave reacendeu um motor no espaço.

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Voo 7 – Janeiro de 2025
A Starship foi perdida após uma explosão durante o teste.

Voo 8 – Março de 2025
O estágio superior perdeu estabilidade cerca de oito minutos após o lançamento e acabou destruído.

Voo 9 – Maio de 2025
O teste marcou a primeira reutilização de um Super Heavy, mas falhas impediram parte dos experimentos planejados.

Voo 10 – Agosto de 2025
A missão cumpriu objetivos importantes, como testes com simuladores de satélites, reacendimento de motor no espaço e reentrada controlada.

Voo 11 – Outubro de 2025
O teste encerrou a fase V2 da Starship com sucesso, incluindo o pouso controlado do Super Heavy, a reentrada da nave e novos testes operacionais.

Voo 12 – Maio de 2026
O primeiro teste da versão V3 da Starship teve avanços importantes, incluindo o lançamento de simuladores de satélite e de dois satélites Starlink modificados. No entanto, o propulsor Super Heavy apresentou uma falha durante a tentativa de retorno, quando os motores não reacenderam corretamente após a separação.

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